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3 nutrientes que ajudam o desenvolvimento do cérebro do bebê durante a gestação

Incluir alguns alimentos durante a gestação pode melhorar o desenvolvimento de seu filho. Veja o que incluir na dieta

A importância de manter uma alimentação saudável e equilibrada durante os meses de gestação não é novidade para ninguém. Mas você sabia que alguns nutrientes podem influenciar positivamente o desenvolvimento do cérebero do bebê quando são consumidos nesse período?

Ferro e ômega 3 estão entre os nutrientes importantes para o desenvolvimento do bebê

Ferro e ômega 3 estão entre os nutrientes importantes para o desenvolvimento do bebê

Foto: Shuttersock

O site “Parents” listou três nutrientes que você pode consumir durante a gestação para ajudar na memória e capacidade de aprender dar crianças. Confira:

1. Ômega 3

Peixes são ricos em ômega 3, e consumir o alimento durante a gestação pode aumentar a capacidade ceberal do bebê. Um estudo da Faculdade de Medicina de Harvard comparou mulheres que consumiram ou não uma boa quantidade de peixes durante a gravidez. As gestantes que tiveram maior consumo no segundo trimestre deram à luz bebês com níveis mais elevados de desenvolvimento mental aos seis meses de idade. Se você não gostar de comer peixe, converse com seu médico sobre a possibilidade de tomar um suplemento de ômega 3.

2. Ferro

O consumo de ferro deve dobrar durante a gravidez, já que ele ajuda a fornecer o oxigênio que sustenta a vida do bebê. Muitas mulheres iniciam a gestação já com a falta do nutriente e se houver pouco oxigênio no útero, o risco de uma criança com QI menor aumenta. Por isso, é muito importante consultar um médico para checar o nível de ferro no organismo. Após isso, certifique-se que sua dieta inclui alimentos ricos em ferro, como carne magra, legumes e cereais.

3. Proteínas

A proteína tamém está entre os nutrientes que podem ajudar no desenvolvimento do cérebro da criança. Durante a gestação, seu corpo precisa de mais proteína para construir células e produzir hormônios para o bebê que está em crescimento. O ideal é que as gestantes aumentem a ingestão de proteína para cerca 10 gramas extras por dia. Para aumentar a quantidade de proteína no organismo você pode consurmir: um smoothie de iogurte no café da manhã, uma xícara de sopa de feijão no almoço e biscoitos de grãos com manteiga de amendoim como um lanche.

6 hábitos que você precisa eliminar antes de ficar grávida

Diminuir o consumo de açúcar, parar de fumar e mais. Você sabe o que deve parar de fazer quando está planejando engravidar? Confira

Você e seu parceiro estão planejando ter um filho? Se sim, essa é a hora de repensar alguns maus hábitos, como o consumo de álcool, cafeína e fast foods. Afinal, em breve sua saúde será também responsável pela de outra pessoa e o que acontece em seu corpo terá influências no futuro bebê.

Consumir fontes de cafeína estão entre os hábitos que as gestantes devem interromper

Consumir fontes de cafeína estão entre os hábitos que as gestantes devem interromper

Foto: Shuttersock

O site americano “Parents” listou 7 hábitos que você deve eliminar do dia-a-dia quando está planejando uma gravidez e os motivos para fazer isso. Veja quais são eles:

1) Bebidas alcoólicas

Provavelmente você sabe que não se deve consumir álcool durante a gravidez. Além de prejudicar o desenvolvimento do cérebro do feto e do sistema nervoso, pode aumenta o risco de parto prematuro e até mesmo aborto espontâneo. Porém, é importante atentar-se ao consumo de bebidas alcóolicas quando você ainda está tentando engravidar. Afinal enquanto você ainda não tem a confirmação da gestação, o que pode demorar algumas semanas, o feto já está se desenvolvendo.

2) Fumar

Você deve parar de fumar antes, mesmo de começar a tentar engravidar, isso porque esse hábito pode tornar a concepção mais difícil. E durante a gestação, fumar é extremamente prejudicial e tem uma série de consequências negativas ao bebê, como má formação e também parto prematuro.

3) Cafeína

Consumir mais de duas xícaras de café por dia pode fazer com que o feto apresente alguma deficiência ou então ocasionar um parto prematuro. No entanto, é preciso lembrar que o café não é a única fonte de cafeína. Também é importante diminuir o consumo de alguns chás, chocolate, refrigerantes e medicamentos específicos.

4) Fast food

Ter uma alimentação saudável é importante durante todas as fases da vida. Porém, parar com o consumo de fast food desde o início da gestação é ainda mais essencial. Adotar uma dieta equilibrada e rica de nutrientes é essencial para que o bebê cresça saudável.

5) Dormir pouco

Pesquisas da Universidade de Washington apontam que mulheres que dormem menos de seis horas por noite no ínicio da gravidez tem maior risco de apresentar pressão arterial elevada, e mulheres com menos de cinco horas por noite tem maiores probabilidades de desenvolver pré-clampsia. Por isso, coloque o sono em dia ainda no início da gestação e procure dormir uma boa quantidade de horas.

6) Açúcar

O consumo de açúcar está entre os hábitos que você precisa eliminar. Pode parecer difícil, mas é interessante diminuir a quantidade de doces que você consome. Isso será importante tanto para você quanto para a saúde do bebê. De acordo com dados da Universidade do Alabama, bebês de mães com níveis elevados de glicose durante a gravidez tem um risco maior de tornarem-se diabéticos na vida adulta.

Saiba quais são os principais mitos sobre engravidar

Tudo o que você sabe sobre engravidar é verdade? Especialista desmistifica as principais ideias sobre o tema

Muitas mulheres acreditam saber o suficiente sobre como engravidar e, entre uma informação e outra, é comum que alguns mitos sejam tidos como verdades. Muitas vezes, uma informação errada pode te atrapalhar se você está planejando ter um filho nos próximos meses.

Desmistificar ideias sobre engravidar é essencial se você está planejando ter um filho

Desmistificar ideias sobre engravidar é essencial se você está planejando ter um filho

Foto: Pinterest

A revista americana “Women’s Health” consultou especialista e desmistificou algumas das ideias popularmente mais comuns sobre engravidar. Veja quais são elas e o por quê não são verdade:

Ciclo menstrual desregulado não afeta a possibilidade de gravidez

Se o seu ciclo é imprevisível, certamente ele terá impacto no processo de ficar grávida. Caso você menstrue apenas algumas vezes durante todo o ano, sua capacidade de conceber é reduzida automaticamente. E se seu ciclo varia de mês para mês, será mais difícil identificar exatamente quando você está ovulando.

Fazer sexo mais de uma vez por dia aumenta as chances de ficar grávida

Muitas mulheres acreditam falsamente nesse mito e ele até parece verdade, mas definitivamente não é. Lubna Pal, obstetra e ginecologia da Faculdade de Medicina de Yale, explica que o homem libera milhares de espermatozóide na ejaculação. Entretanto, a casa ejaculação, essa concentração diminui. Portanto, ao ter várias relações em um mesmo dia, o esperma fica mais “fraco”. Por isso, uma relação no momento correto do ciclo é o ideal e o suficiente.

Posições sexuais específicas podem facilitar a gravidez

Não existem indícios de que algumas posições podem funcionar melhor do que outras, mas muitas mulheres creem nisso. Para Lubna, mesmo essa afirmação sendo totalmente falsa, não é um mito nocivo de acreditar já que isso não afetará suas chances de ficar grávida. Então, faça sexo na posição que for mais confortável, mas lembre-se que isso não afeta sua fertilidade.

É preciso esperar a ovulação para fazer sexo

Na verdade, a especialista explica que se você quer ficar grávida o sexo deve acontecer antes da ovulação. Como o esperma pode viver no corpo e fertilizar um óvulo até três a cinco dias depois da relação sexual, se você esperar até a ovulação começar para fazer sexo, pode ser que não fique grávida.

Não é difícil ficar grávida após os 35 anos

Muitas mulheres desconhecem os efeitos do envelhecimento sobre a fertilidade. De acordo com a especialista, é possível começar a observar as mudanças na capacidade de engravidar no período entre os 36 e 37 anos. As dificuldades aumentam, assim como a chance de ter um aborto e a criança nascer com alguma anormalidade genética, como síndrome de Down. “Ficar mais velha altera a quantidade de óvulos e qualidade, mas isso precisa ser individualizado a cada mulher”, diz Lubna.

‘Diástase’, Entenda as causas, sintomas e prevenção do problema

Exercícios físicos são a melhor forma de combater a diástase, que causa estufamento e flacidez na barriga. Saiba mais

Durante os nove meses de gestação o corpo da mulher passa por diversas mudanças que persistem ainda no pós-parto. É o caso da diástase, afastamento dos músculos do abdômen, que afeta muitas mães depois da gravidez. Ela acontece quando a distância entre os músculos abdominais não voltam à forma original mesmo após a gestação.

Exercícios físicos são a melhor solução para a diástase

Exercícios físicos são a melhor solução para a diástase

Foto: Divulgação

A diástase pode acontecer quando a estrutura do corpo de algumas mulheres não aguentam a pressão do crescimento do útero. O estufamento da barriga e a flacidez são os principais indicativos do problema. Além disso, dores nas costas, pernas e na região pélvica. “É muito comum as recém mamães sentirem vergonha ou terem a autoestima baixa devido ao problema”, afirma Gabriela Cangussú, especialista em exercícios pós-parto.

Prevenção

“É importante que a gestante adote hábitos saudáveis, com uma alimentação balanceada e a prática de exercícios de baixa intensidade”, explica a especialista. Após o parto e a liberação do médico, a intensidade dos treinos pode ser aumentada gradualmente.

Além disso, mulheres que tiveram diástase em gestações anteriores tem mais chance de desenvolvê-la. Por isso, é recomendável um intervalo de dois anos entre uma gravidez e outra.

Solução

Os corpos variam de mulher para mulher, assim como o tempo de recuperação, mas, no geral, é possível reverter o problema com atividades de fortalecimento que podem ser feitas em casa. “Prancha abdominal e exercícios sem carga são uma ótima opção para as mães”, diz Gabriela.

Para solucionar e previr o problema, Gabriela sugere três exercícios:

Ponte lateral – isometria

A ponte lateral é um dos exercícios indicados para combater o problema

A ponte lateral é um dos exercícios indicados para combater o problema

Foto: Divulgação

Para fazer esse exercício, fique de lado, com as pernas unidas e joelhos estendidos. Apoie o cotovelo e o antebraço no chão, deixando o cotovelo abaixo do ombro. Eleve o quadril e apoie a mão livre na cintura.

Fortalecimento de transverso

Deite-se com as costas no chão com os joelhos dobrados e os pés apoiados no chão. Entao, tente aproximar o máximo que puder o umbigo da coluna e se mantenha na posição. Evolua aumentando o tempo de permanência na posição.

Segundo Gabriela, os exercícios que mais ajudam na diástase são aqueles que contraem o abdômem, já que fortalecem a regição.

Tire suas dúvidas sobre a pílula do dia seguinte

É abortiva? Perde o efeito? É eficaz? Conversamos com um profissional para esclarecer as principais dúvidas sobre a contracepção de emergência

A pílula do dia seguinte é um meio hormonal usado pela mulher para evitar a gravidez em situações emergenciais, depois de uma relação desprotegida, e é oficialmente chamada de contracepção de emergência.

Muitas meninas apelam desesperadamente para a pílula do dia seguinte depois de a camisinha estourar, por exemplo, mas poucas sabem os reais riscos e efeitos de usá-la. O ginecologista Gustavo de Paula Pereira tirou as principais dúvidas sobre essa contracepção de emergência.

A pílula do dia seguinte pode não ser tão eficaz quanto você imagina. Veja outras informações

A pílula do dia seguinte pode não ser tão eficaz quanto você imagina. Veja outras informações

Foto: Getty Images

Como ela age?

Gustavo explica que o mecanismo de ação da pílula ainda não está totalmente esclarecido, mas sabe-se que ela pode impedir ou retardar a ovulação e mudar o ambiente cervical e vaginal – alterando o muco – o que impossibilita a subida dos espermatozóides e evita a fecundação.

É abortiva?

Não. Segundo o ginecologista, há evidências que mostram que ela não tem qualquer efeito após uma eventual fecundação. Ou seja, ela não impede a implantação no útero nem elimina o embrião, portanto não é um método abortivo.

É muito hormônio?

É sabido que a pílula do dia seguinte, por fornecer um efeito imediato, e ser prevista apenas em uso eventual, ela possui mais hormônio do que as pílulas anticoncepcionais tradicionais. “Apenas para efeito de comparação, no caso do levonorgestrel [um tipo de pílula do dia seguinte], usa-se uma dose 10 vezes superior à dose diária do anticoncepcional mais comum da rede básica”, esclarece o ginecologista.

Causa danos no organismo?

De acordo com Gustavo, mesmo tendo uma dose elevada de hormônios, ela não traz danos a longo prazo no organismo, se o seu uso se restringir a situações excepcionais, e não frequentes. Mas, ele diz que alguns sintomas podem ser sentidos ao tomá-la como: tontura, vômitos, dores de cabeça, além de sangramento vaginal.

Qual a eficácia?

“Tomada nas primeiras 72 horas, tem uma eficácia entre 75 a 85%. À medida que o tempo vai passando, ela vai perdendo a eficácia, logo é importante tomar o mais precoce possível”, alerta o ginecologista. Este método é menos eficaz do que outros como camisinha, pílula anticoncepcional ou quaisquer outros métodos contraceptivos de longa duração, por isso, ele diz: “O principal ‘efeito adverso’ é uma gestação indesejada”.

Se tomar com muita frequência, perde o efeito?

Não. Mas se for usada com muita frequência, no lugar do método contraceptivo tradicional, ela pode causar muitos efeitos colaterais, como os descritos acima, além de irregularidade menstrual

Tomei a pílula do dia seguinte. Paro com o anticoncepcional tradicional?

Não. De acordo com Gustavo, a mulher deve continuar com a cartela normalmente e logo em seguida contatar o médico, para que ele avalie o que deverá ser feito em seguida.

Se estiver usando antibiótico, corta o efeito da pílula do dia seguinte?

Segundo o ginecologista, em partes, pois os antibióticos e outras medicações podem reduzir a eficácia tanto da pílula do dia seguinte quanto da pílula anticoncepcional tradicional.

Ela pode atrasar a menstruação?

Sim. Gustavo explica que, com o uso da pílula do dia seguinte, a menstruação pode ocorrer até 10 dias antes ou depois do esperado. Se isso não ocorrer, é recomendado realizar um teste de gravidez.

‘Evitar sabonetes perfumados e preferir cor branca’, Conselhos para higiene íntima

Médica ginecologista faz uma lista com 8 dicas sobre o que você deve ou não fazer para cuidar bem da região íntima. Veja os detalhes

A região genital feminina é uma parte do corpo onde a pele é tão delicada como a do rosto. E se esta região não receber os cuidados adequados, poderá desenvolver infecções difíceis de tratar.

Até a cor da lingerie pode influenciar na higiene íntima

Até a cor da lingerie pode influenciar na higiene íntima

Foto: Pinterest

Apesar de tanta fragilidade, muitas mulheres jamais receberam esta informação fundamental: como realizar a higiene íntima.

“As infecções na região genital e todos os problemas na vulva – irritação, coceira – são muito frequentes e difíceis de tratar”, explicou à BBC Mundo, serviço em espanhol da BBC, a ginecologista Natalia Pérez.

Estas infecções são alterações do conjunto de microorganismos denominado flora ou microbiota vaginal. O crucial, na hora da higiene íntima, é preservar este equilíbrio delicado destes microorganismos.

“A pele da vulva é muito delicada, é quase parecida com a do rosto e nós a agredimos constantemente, porque usamos absorventes diários, roupa justa ou calcinhas inadequadas”, alertou a médica, que também é professora especializada no trato genital na Faculdade de Medicina da Universidade da República em Montevidéu, no Uruguai.

“Flora ácida”

A vagina tem um pH ácido, uma defesa natural para combater infecções. Existe todo um sistema de defesas que a prepara “para os traumatismos da relação sexual”, explicou Pérez.

A microbiota vaginal é a “que nos defende de todos os microorganismos que são patogênicos e que nos causam doenças”.

O problema surge quando há mudanças como a vaginose bacteriana, que é a alteração da microbiota, diz a professora.

“Alguns germes, em vez de estarem presentes em quantidade normal, aumentam de quantidade justamente porque há um aumento ou diminuição do ph”, explica.

A vaginose bacteriana não gera inflamação, apenas uma secreção clara ou acinzentada. “As características é que as pessoas que têm (esta secreção) falam de um cheiro penetrante, um cheiro de peixe. O que acontece é que já existe uma alteração na flora”, conta a ginecologista.

Veja abaixo os conselhos de Pérez para manter uma boa higiene íntima feminina.

1. Não usar sabonetes perfumados

“Não se deve usar sabonetes perfumados porque eles têm substâncias que alteram a flora vaginal”, afirmou.

“Também não se deve usar sabonetes adstringentes, que têm muita soda cáustica, matando a flora vaginal.”

Pérez afirma que o importante é usar sabonetes que mantenham o pH da vagina. “Os mais adequados são os de glicerina ou os específicos para higiene íntima, que agora são vendidos como um xampu (líquidos), especialmente para lavar a vulva.”

“Há sabonetes específicos para a higiene íntima que aumentam os lactobacilos, o germe principal de nossa microbiota”, acrescenta.

Mas também é bom lembrar que a pele da vulva é muito sensível – para muitas pessoas, os sabonetes perfumados também causam irritação ou coceira.

2. Apenas água?

Os sabonetes específicos foram testados em vários tipos de pele e geralmente não causam problemas.

“Mas quando uma paciente já tem alterações na pele da vulva, o certo é eliminar todos os possíveis motivos da irritação. Por isso, para algumas pessoas o aconselhado é não usar nenhum tipo de sabonete. A indicação é apenas água”, diz Pérez.

“Isso geralmente (é feito) até todos os sintomas passarem ou para pessoas que têm muita alergia. Não é para todas.”

3. Manter a pele da vulva e a vagina o mais ventiladas possível

A ginecologista recomenda que as mulheres “não usem absorventes diários, ou usem apenas aqueles que permitem manter um fluxo de ventilação ou de ar. Há alguns que são específicos para isso e tem uma trama que não é tão fechada, que não deixa a vagina e a vulva bloqueadas”.

A especialista também aconselha as mulheres a dormir sem calcinha ou com uma mais larga, já que a umidade e o calor excessivos podem ser prejudiciais.

“É preciso acostumar as meninas a dormir sem calcinha. Não é necessário que fiquem nuas, mas sim com algum short de pijama o mais largo possível para que haja ventilação na região. Caso contrário, é como ter uma parte do organismo permanentemente bloqueada, e ela sofre.”

4. Lavar sempre de frente para trás

“Nós mulheres temos a uretra, a vagina e o ânus. E os germes podem passar do ânus para a vagina, colonizando a flora vaginal com bichinhos que não deveriam estar ali”, explica Pérez.

5. Usar roupa de baixo branca e de algodão

“A trama precisa ser de algodão justamente para não acumular calor, para não deixar esta área bloqueada”, disse a médica à BBC Mundo.

Ela reforça que o ideal é que a roupa de baixo seja branca ou bege porque, no caso das coloridas, às vezes os fabricantes podem usar produtos no tingimento que podem alterar a flora vaginal. A lingerie preta também não é aconselhada, pois “produz muito calor na região”.

A ginecologista uruguaia também alerta para o uso de jeans apertados.

6. Trocar o absorvente interno a cada quatro horas

Pérez afirma que, no caso de uso de absorventes internos, a troca deles deve ocorrer a cada quatro horas.

“Não se pode deixar (o absorvente interno) muito tempo, ele é um reservatório de sangue”, explica.

“Existem pessoas que se esquecem e passam um dia inteiro com um absorvente interno, e isso causa infecções.”

7. Não lavar a parte interna da vagina

“Existem pessoas muito obcecadas com higiene, que lavam a parte interna da vagina. Isso prejudica toda a flora, mata toda a flora vaginal”, diz a ginecologista.

“São pessoas que apresentam muitos problemas de secreção e, no futuro, vão enfrentar infecções na área genital baixa”, alerta.

“Há algumas que vão urinar e já se lavam. Só é preciso se lavar uma vez por dia, com um sabonete adequado.”

8. Não usar o bidê

O hábito de usar bidê é ruim, afirma a médica, porque espalha os germes do ânus pelo períneo, fazendo com que acessem a vagina.

Por isso, em geral os especialistas afirmam que as infecções urinárias são genito-urinárias. “Podem ser germes que estão na vagina e vão para a uretra. Como é uma região que em que tudo está junto, é preciso muito cuidado”, afirma a médica.

“No ponto”

Quando surgem as infecções vaginais, Pérez recomenda o uso de “comprimidos que são colocados na vagina”, geralmente antibióticos.

“Eles matam os micro-organismos. Por exemplo: quando temos algum fungo – o mais frequente deles é o da candidíase -, também receitamos comprimidos. Podemos também receitar antibióticos via oral, mas tudo isso está alterando continuamente nossa flora. Isso porque enquanto matamos esse fungo, também matamos outros que estão dentro de nossa microbiota”, exemplifica.

A secreção é um sintoma muito constante, diz, de que há uma alteração da flora, a ser tratado com tratamento medicamentoso.

“Até que você deixe sua flora no ponto, no estado certo, o sintoma não desaparecerá.”

‘Gravidez ectópica’: Como acontece, quais os riscos e os tratamentos

Este tipo de gravidez acontece entre 1% e 2% das mulheres gestantes e é preciso atenção aos sinais para que o diagnóstico seja rápido

Em uma gravidez comum, óvulo é fertilizado e implantado no útero e, a partir daí, a gestação e o desenvolvimento do embrião são iniciados. Caso o óvulo fertilizado se instale em algum lugar fora do útero, acontece a chamada gravidez ectópica. Apesar de atingir apenas 1% a 2% das gestações, é preciso estar atenta aos sinais, já que as complicações podem ser grandes se não for diagnosticada rapidamente.

A gravidez ectópica pode apresentar grandes riscos à mulher se nao for tratada rapidamente.

A gravidez ectópica pode apresentar grandes riscos à mulher se nao for tratada rapidamente.

Foto: Pinterest

Causas

De acordo com o médico obstetra Luiz Fernando Leite, a gravidez ectópica é causada principalmente por uma inflamação nas tubas uterinas, também conhecidas como trompas – elas são o canal que conduzem os óvulos dos ovários para o útero. Além disso, pode ser causada por miomas, tumores benignos que se encontram no útero.

Sintomas

Normalmente, os sintomas começam a aparecer cerca de duas demanas depois do atraso da menstruação. Entre eles estão dores intensas, queda da pressão e sangramento vaginal. Como os sintomas são parecidos com os da menstruação, eles podem causar confusão e dificultar o diagnóstico.

Diagnóstico

Geralmente, as mulheres são diagnosticada entre a 5ª e a 10ª semana de gestação. “O diagnóstico é feito através de um teste de gravidez positivo associado ao ultrassom endovaginal”, explica o obstetra. Diferente da gravidez comum, a imagem do óvulo fertilizado aparecerá do lado de fora do útero, na tuba.

Riscos

A gravidez ectópica apresenta grandes riscos à saúde da mulher, principalmente se for identificada tardiamente. O principal risco acontece caso a tuba se rompa antes do diagnóstico final. Se isso ocorrer, acontecerá hemorragia interna, expondo a mulher a um risco de morte muito grande, alerta Luiz Fernando.

Tratamento

Como é impossível levar essa gravidez adiante, é preciso tratá-la. Na maior parte dos casos, ele é feito imediatamente para evitar a ruptura de tecidos e possíveis hemorragias. Para isso, é possível fazer o uso de medicamentos ou passar por um processo cirúgico.

Então, caso você identifique-se com os sintomas e suspeite de uma gravidez ectópica, é aconselhável ir o mais rápido possível ao médico para que o diagnóstico seja feito.

‘Emagrecer e engordar’, Pesquisa aponta os riscos de quem sofre efeito iô-iô

Segundo estudo, quem passa por esse engorda e emagrece constante tem mais chances de morrer depois de um ataque cardíaco. Veja detalhes

Você consegue emagrecer um pouco, mas logo depois volta a engordar. E continua nesse ciclo, mesmo sem chegar à obesidade, sofre com o efeito iô-iô. Segundo pesquisa recente, isso traz diversos riscos à saúde e está relacionado a problemas no coração e até morte súbita.

Ficar no efeito iô-iô%2C de emagrecer e engordar%2C pode ser muito arriscado para a saúde

Ficar no efeito iô-iô, de emagrecer e engordar, pode ser muito arriscado para a saúde

Foto: Creative Commons

De acordo com estudo apresentado pela Associação Americana do Coração, quem passa por esse ciclo de emagrecer e engordar tem três vezes mais chances de morrer com um ataque de coração do que aqueles que conseguem manter o peso. É a primeira vez que essa relação é apontada em uma pesquisa.

“Nosso estudo mostra que o risco aumenta naqueles que já passaram por esse efeito iô-iô mais de quatro vezes”, afirma Somwail Rasla, médica e pesquisadora do Hospital Memorial de Rhode Island, da Universidade de Brown, nos Estados Unidos.

Estudo e resultados

Pesquisadores da universidade norte-americana analisaram mais de 158 mil mulheres entre 50 e 79 anos por 11 anos. Elas foram questionadas sobre as mudanças de peso e divididas em quatro grupos: peso estável, ganho de peso constante, perda de peso e ciclo de engordar e emagrecer.

Ao final do estudo, profissionais procuraram alguma relação entre o efeito sanfona e morte por ataque cardíaco. Quem estava acima do peso ou mesmo obesa não sofreu tanto impacto, mas quem passou pelo engorda x emagrece dentro de um peso considerado normal teve um resultado alarmante.

As pessoas desse grupo têm 3,5 chances a mais de uma morte súbita – dentro de uma hora – após um ataque do coração em comparação com quem mantém o peso. Elas também têm 60% de chance a mais de morrer no hospital no caso de um ataque.

Mais estresse ao corpo

Somwail Rasla explica esse resultado. Segundo a médica, quando engordamos, aumentam os riscos de problemas cardíacos, como pressão alta e taxa elevada de glicose. Com o tempo, o corpo tenta se ajustar ao novo peso. Entreanto, Rasla diz que o com o efeito sanfona, o corpo não tem tempo de fazer tais ajustes.

Além disso, a médica fiz que a mudança constante no peso pode provocar alteração no DNA. Ela fala que foram feitos testes em ratos e eles apresentaram essa alteração.

O caminho, segundo especilistas, é buscar uma dieta equilibrada e tentar emagrecer de forma saudável e constante. Uma indicação é buscar a reeducação alimentar e tentar cortar calorias de maneira gradativa. O resultado pode ser mais demorado do que uma dieta radical, mas será duradouro e será melhor para seu coração.

Entenda as causas, os sintomas e veja como tratar a depressão pós-parto

A depressão pós-parto é um transtorno psicológico que acontece após o nascimento do bebê e atinge mais de 25% das mães brasileiras. Você sabe identificar a doença? Veja as causas e como lidar com a situação

No período pós-parto é comum que algumas mulheres sintam alterações de humor, tristeza e irritabilidade. Esses sintomas são decorrentes das mudanças hormonais que o organismo sofre durante a gestação. No entanto, quando desses sinais manifestam-se de forma intensa e ininterrupta podem indicar um quadro de depressão pós-parto.

Em cada quatro mulheres brasileiras, mais de uma apresenta depressão pós-parto

Em cada quatro mulheres brasileiras, mais de uma apresenta depressão pós-parto

Foto: trialx.com/Reprodução

“A depressão pós-parto é um transtorno psicológico que pode surgir logo depois do parto ou alguns meses após o nascimento do bebê”, explica a ginecologista e obstetra Maria Elisa Noriler. Segundo a médica, a doença também é conhecida como postpartum blues.

Recentemente, a cantora Adele revelou em entrevista à revista norte-americana “Vanity Fair” ter sofrido com a doença após o nascimento do filho em 2012. “Você tem medo de não estar sendo boa o bastante. Eu me sentia muito inadequada, como se tivesse feito a pior decisão da minha vida”, falou.

Esse sentimento que mistura culpa, tristeza, frustração e não pertencimento após o parto também atinge muitas mulheres além da cantora, cerca de 10 a 20% daquelas que dão à luz no mundo todo. No Brasil, o índice está acima da média. De acordo com os dados divulgados pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), mais de 25% das mães apresentam os sintomas de depressão no período de 6 a 18 meses após o nascimento do bebê.

Principais sintomas

De acordo com Maria Elisa, os sintomas da depressão pós-parto podem incluir falta de apetite, tristeza constante, irritabilidade intensa, baixo autoestima e insônia. Além disso, é comum que a mãe perca o interesse pelo bebê, sentindo-se até mesmo incapaz de cuidar do próprio filho.

Causas

Entre as razões que desencadeiam a doença estão as alterações hormonais que acontecem nessa fase, mas as causas podem ser variadas. A médica explica que transtornos psicológicos prévios à gestação, traumas e preocupações que tenham ocorrido no período gestacional também podem contribuir.

Como combater?

Assim que os sintomas forem indentificados, é importante procurar auxílio médico para que a doença seja diagnosticada e o tratamento se inicie – que pode ser feito com terapia hormonal, apoio psicológico e remédios antidepressivos, mudando conforme o caso. Além disso, é fundamental que a paciente aceite ajuda e reconheça a doença.

Além do tratamento tradicional, práticas incorporadas ao dia-a-dia podem ajudar a mãe a superar essa fase. “Aposte em uma alimentação saudável, faça exercícios físicos regularmente, procure descansar e ser menos rigorosa com cobranças”, orienta a ginecologista. O suporte familiar também é essencial para a recuperação da depressão pós-parto.

‘Pílula’, Mulheres contam prós e contras de parar com o uso do anticoncepcional

Conheça histórias de mulheres que pararam de usar esse método contraceptivo e quais as mudanças que o corpo sofreu com essa ação

Parar com a pílula anticoncepcional é algo que causa medo em muitas mulheres, mas essa é uma atitude que cresce a cada dia que passa. Provavelmente você tem alguém no círculo social que resolveu dar uma pausa, como uma amiga ou parente. O questionamento é praticamente inevitável e as dúvidas são inúmeras, principalmente quanto às mudanças físicas e emocionais que ocorrem durante o processo.

Parar ou não parar com a pílula? Eis a questão

Parar ou não parar com a pílula? Eis a questão

Foto: Thinkstock Photos

Mas qual o verdadeiro motivo para tantas mulheres decidirem parar com a pílula anticoncepcional? A resposta para isso é simples e vem com influências socioculturais e econômicas – indo muito além de uma gravidez, se foi essa a sua primeira resposta. Grande parte delas buscam parar com a ingestão de hormônios sintéticos, como é o caso do estrogênio e progestágeno encontrado nesse método.

Para entender melhor essa situação, nada melhor do que duas pessoas que passaram por essa transição – tudo isso, claro, acompanhado por orientações médicas e observando quais as possibilidades de contraceptivos alternativos.

Chega de hormônios!

A designer de eventos e florista Mayra Alves, de 32 anos, parou com o anticoncepcional há mais ou menos 4 anos. “Não queria mais ingerir uma bomba de hormônios. Eu era fumante e sabia que fazia muito mal misturar estas duas químicas. Tinha muitas varizes e sentia sempre meu corpo muito inchado. Também tinha dificuldade com a disciplina não tomava corretamente e ficava sempre a sensação de que não estava usando algo bom para o meu corpo” comenta ela.

Quanto às mudanças, Mayra sentiu logo nos primeiros meses o seu organismo agir de forma diferente, o que também a ajudou em uma auto avaliação física: “Faz 4 anos que tenho uma outra relação com meu corpo. É mais consciente, eu entendo ele. Percebo minha TPM quando ela está forte e me questiono o porquê dela estar assim. Minha pele tem meses que aparecem espinhas perto do período e sei que meus hormônios estão desregulados, quando isso acontece. Enfim, eu me conheço mais através dos sinais que o meu corpo dá. Acredito que a pílula muitas vezes camufla a sensações naturais do nosso corpo.”

Voltar a usar a pílula? A designer de eventos descartou a possibilidade. “Uso camisinha e não tenho vontade de colocar outro método. Sou a favor apenas de métodos que não possuem hormônio. Entendo que o impacto do uso dos vai muito além de apenas impedir a gravidez ou tratar algum sintoma do sistema reprodutor”, afirmou ela.

Atenção aos sintomas

Já para a jornalista Gabriela Brito, de 24 anos, essa interrupção é recente e as motivações foram diferentes do caso anterior. Fortes dores de cabeça, um dos efeitos colaterais descritos na bula, durante o uso a deixaram amedrontada. “Estou há um mês e meio sem tomar a pílula. Parei porque estou há uns seis meses com dores de cabeça muito frequentes e percebi um piora nos últimos tempos. Como está se falando muito sobre os efeitos colaterais do anticoncepcional, fiquei com medo de ser isso. Conversei com meu médico e ele sugeriu ficar dois meses sem tomar para fazermos uma avaliação de como meu organismo reage”, disse ela.

“Voltei a ter corrimentos que até já tinha esquecido, e isso que tomei o anticoncepcional por menos de dois anos. Voltei a sentir algumas dorzinhas comuns do ciclo e tive cólicas mais fortes. A espinhas que eu tinha antes de tomar o remédio voltaram também” fala a jornalista, sobre as transformações que sentiu.

Mas quanto às suas escolhas, talvez ela volte a usar o método contraceptivo mais para frente. “Eu gostei bastante de ficar sem aquela obrigação de tomar remédio todos os dias, mas não dá pra não pensar na segurança que o anticoncepcional dá quando não se pretende ter filhos no momento. Além disso, minhas dores de cabeça continuaram mesmo sem o remédio. Estou passando por um neurologista e vou continuar sem tomar até voltar no ginecologista. Só depois de conversar bastante com ele vou decidir mesmo o que fazer”, comentou ela.

E você? Já passou por algo semelhante ou pensa em parar com a pílula anticoncepcional também? Conte sua história para gente!

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