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“A viagem” e outras produções com histórias e estruturas diferentes

“A Viagem” e “Vamp” são algumas das novelas com história inovadoras. Confira as novelas e minisséries que abusam da criatividade

Novelas, principalmente do horário nobre, normalmente são feitas para refletir a sociedade. Isso acaba engessando um pouco o modelo, e trazendo personagens parecidos de uma trama para outra: alguém do bem, ganancioso, apaixonado, etc. Outros horários, no entanto, conseguem ousar mais em sua história, e acabam tendo a oportunidade de criar mundos e enredos diferentes. É o caso de “Novo Mundo”, por exemplo, que mistura personagens históricos, como D. Pedro I, junto com figuras fictícias. Outros folhetins também investiram em tramas bem diferentes, como “A Viagem” e “Vamp”.

Relembramos as principais a seguir:

“A Viagem”

“A Viagem” mostrava o céu e o inferno, pela visão de um espírito

Foto: Divulgação/TV Globo

Baseado na filosofia espiritista de Allan Kardec, “A Viagem” tratou da vida após a morte, mostrando o céu e o inferno. A trama gira em torno do jovem Alexandre (Guilherme Fontes) que, depois de se matar, passa a infernizar a vida de quem ele culpa por seu trágico destino. Ele começa a se comunicar na terra com um médium que tenta o guiar para o bem. A história também mostra as dificuldades do casal Diná (Christiane Torloni) e Otávio (Antônio Fagundes) após a morte dele.

“Cordel Encantado”

“Cordel Encantado” foi original na fotografia e na maneira de contar a história

Foto: TV Globo

A produção encantadora da Rede Globo teve muito elementos inovadores, a começar pela fotografia. Baseada em literatura de cordel, a trama retrata o sertão com todas as suas cores e textura. O figurino e a trilha sonora também davam a novela características inovadoras. “Cordel Encantado” também utilizava figuras históricas como referência, a exemplo do cangaceiro Lampião, reimaginado como Coronel Herculano (Domingos Montagner).

“Meu Pedacinho de Chão”

'Meu Pedacinho de Chão' usou elementos lúdicos para contar sua história

‘Meu Pedacinho de Chão’ usou elementos lúdicos para contar sua história

Foto: Divulgação/Globo

A história de “Meu Pedacinho de Chão” poderia ser tradicional, a velha disputa entre adversário ideológicos, não fosse sua produção artística. Contada de maneira lúdica, a história traz figurinos e cenários divertidos e coloridos e alusões a fantasias como “O Sítio do Picapau Amarelo”. A protagonista Bruna Lizmayer tem o cabelo sor de rosa, enquanto Juliana Paes usava uma peruca no melhor estilo Maria Antonieta.

“Vamp”

Claudia Ohana interpretou a vampira Natasha em

Claudia Ohana interpretou a vampira Natasha em “Vamp”

Foto: Divulgação/TV Globo

“Vamp” misturava terror e comédia ao mostrar a vida do povo da cidade fictícia de Armação dos Anjos após a chegada de vampiros, como a cantora de rock Natasha (Claudia Ohana) e Vlad (Ney Latorraca). A divertida história contava ainda com Mrs. Penn Taylor, a caçadora de vampiros vivida por Vera Holtz.

Natasha vai a cidade a procura da Cruz de São Sebastião, única arma que pode derrotar Vlad. O herói da novela é o Capitão Jones, que em vidas passadas viveu um triângulo amoroso com a dupla de vampiros.

“Morde & Assopra”

“Morde & Assopra” misturou a modernidade dos robôs com os antigos dinossauros

Foto: TV Globo/Divulgação

“Morde & Assopra” mistura dois elementos adorados pela ficção científica, mas opostos: os jurássicos dinossauros, e os modernos robôs. A trama gira em torno de Júlia (Adriana Esteves), uma arqueóloga que viaja a pequena cidade de Preciosa atrás de ossos de dinossauros nunca antes encontrados. Ao mesmo tempo, o cientista Ícaro (Mateus Solano) tenta reconstruir sua falecida esposa Naomi (Flávia Alessandra) como robô.

“O Quinto dos Infernos”

Betty Lago interpretou a vilã histérica Carlota Joaquina em

Betty Lago interpretou a vilã histérica Carlota Joaquina em “O Quinto dos Infernos”

Foto: Divulgação/TV Globo

Assim como “Novo Mundo”, “Quinto dos Infernos” se baseia em fatos históricos, misturado com muita ficção. O tempo retratado também é o da família real portuguesa no Brasil. Carlota Joaquina (Betty Lago), inspirada em Maria Antonieta, é a grande vilã da história. Em meio a muita libertinagem e confusão, temos um retrato bem diferente dos livros de história.

A minissérie também trazia André Mattos como D. João VI e uma relação conturbada entre os irmãos Pedro (Marcos Pasquim) e Miguel (Caco Ciocler), já que o segundo é secretamente apaixonado pelo primeiro.

“Velho Chico”

Domingos Montagner e Camila Pitanga como os protagonistas de

Domingos Montagner e Camila Pitanga como os protagonistas de “Velho Chico”

Foto: Divulgação/TV Globo

A trama das 21h “Velho Chico” pode não ter agradado tanto o público, mas foi um sucesso de crítica. A novela, contada as margens do Rio São Francisco, tem nas águas um personagem, marcando o encontro e desencontro dos protagonistas. A fotografia de “Velho Chico”, assim como “Cordel Encantado”, destacava as belezas, e durezas do cenário.

“Liberdade, Liberdade”

Andréia Horta e Bruno Ferrari foram os protagonistas de

Andréia Horta e Bruno Ferrari foram os protagonistas de “Liberdade, Liberdade”

Foto: Globo/João Miguel Júnior

A novela das 23h “Liberdade, Liberdade” também contava com personagens históricos. A história gira em torno de Joaquina (Andreia Horta), filha de Tiradentes (Thiago Lacerda). Ela vive por ideias libertários parecidos aos do pai, em um período de ebulição nacional, que culmina na Independência do Brasil. Ela foi criada em Portugal, mas retorna ao país exatamente nesse período, e acaba se tornando um símbolo da luta contra a Coroa Portuguesa.

“Espelho Mágico”

“Espelho Mágico” retratou uma novela dentro de outra novela em 1977

Foto: Divulgação/TV Globo

A novela dentro da novela. Essa é a premissa de “Espelho Mágico”, que mistura ficção, com realidade, com ficção. A ideia é explorar os conflitos de atores, diretores, autores e jornalistas, onde muitas tramas podem refletir a realidade que os personagens estão passando. A novela traz o casal Tarcísio Meira e Glória Menezes, além, de Daniel Filho interpretando, veja, um diretor. “Espelho Mágico” mostra os bastidores das gravações de Coquetel de Amor, que acaba espelhando na TV os conflitos vividos por trás das câmeras.

“O Profeta”

Thiago Fragoso podia ver o futuro em

Thiago Fragoso podia ver o futuro em “O Profeta”

Foto: Divulgação/TV Globo

Outra produção voltada ao sobrenatural assim como “A Viagem”, “O Profeta” conta a história de Marcos (Thiago Fragoso), um jovem que consegue prever o futuro. A morte de um personagem, Camilo (Malvino Salvador) é o mistério principal, ao mesmo tempo que também retrata o sobrenatural, com Camilo tentando fazer a “passagem”.

Fátima Bernardes, ‘Tá no Ar’ e os melhores programas da TV aberta

Listamos os melhores programas da TV aberta brasileira. Tem espaço para humorísticos, jornalísticos, programas de auditório e mais; confira!

A televisão mantém uma programação constante. Exceto mudanças aqui e ali, em horários mais alternativos, pouco muda no que vemos na TV. A parte da manhã é mais dedicada a infantis, à tarde tomam conta os programas de fofoca e filmes, a noite o noticiário se mescla com a dramaturgia. Mas isso não significa que os programas não podem ser diferentes, ou de qualidade. Confira quais são, hoje, os melhores programas da TV aberta:

“Profissão Repórter”

Jornalístico está a quase 10 anos no ar, mostrando os bastidores das grandes reportagens

Jornalístico está a quase 10 anos no ar, mostrando os bastidores das grandes reportagens

Foto: Divulgação/TV Globo

Caco Barcellos é, sem dúvida, um dos maiores nomes do jornalismo atual. Responsável por grandes trabalhos de jornalismo investigativo, sendo o principal deles o livro “Rota 66”, Caco virou referência no assunto. Foi assim que, como um quadro no dominical “Fantástico”, começou o Profissão Repórter na TV aberta. A ideia do jornalístico era ir além da grande reportagem e mostrar os bastidores do jornalismo.

Quase dez anos depois, o programa continua relevante, mostrando temas que vão desde a migração do nordeste para São Paulo, passando pelos protestos que aconteceram no País nos últimos anos, até prostituição infantil.

“Encontro com Fátima Bernardes”

Fátima Bernardes promove debate sobre diversos temas que ainda são tabu no

Fátima Bernardes promove debate sobre diversos temas que ainda são tabu no “Encontro”

Foto: Reprodução

A jornalista Fátima Bernardes passou quase 15 anos à frente do “Jornal Nacional”. Depois disso, ela iniciou a carreira em um programa de variedades, estrelando o “Encontro”, onde leva atrações musicais nacionais, bem como artistas da emissora.

Fátima tem um público cativo de manhã e aproveita seu tempo no ar para discutir importantes assuntos que ainda são considerados tabu, como aborto e homossexualidade, entre outros. Com a presença de especialistas, a apresentadora permite um debate, não só entre os convidados, mas com o telespectador.

“Tá no Ar”

Humorístico

Humorístico “Ta no Ar” não perdoa nem os concorrentes, nem a própria emissora

Foto: Divulgação/Globo

O humorístico, também da Rede Globo, tem se destacado por suas esquetes que, além de divertir, tocam em várias feridas. O programa tem gerado muitos comentários nas redes sociais, aumentando seu alcance.

Comandado por Marcelo Adnet, que parece ter finalmente se encontrado na emissora, o “Tá no Ar” conta com um elenco e escritores de primeira linha, incluindo Marcius Melhem e Danton Mello. As piadas não perdoam nem mesmo a emissora, com quadros que tiram sarros de vários programas da casa como “Big Brother” e “Escolinha do Professor Raimundo”.

“Amor & Sexo”

“Amor e Sexo” melhora a cada ano, trazendo temas pertinentes para o debate

Foto: Reprodução/Globo

O programa comandado por Fernanda Lima já está no ar há oito anos, e parece só melhorar com o tempo. Com o objetivo de ampliar o debate sobre sexo e desmistificar o tema, “Amor & Sexo” também debateu vários tabus, como gostos sexuais peculiares, posições sexuais, sexo na terceira idade, entre outros.

A última temporada também teve muito destaque por ir além dos temas de sexo, e tratar de inclusão. Violência contra as mulheres, identidade de gênero e educação sexual foram alguns dos temas abordados. Os convidados que passaram pelo programa ao longo dos anos incluem José Loreto, Juliana Paes, Alexandre Nero, Glória Maria e o marido da apresentadora, Rodrigo Hilbert.

“Chaves”

“Chaves” se tornou um clássico e não sai da programação, mesmo sem novos episódios desde os anos 80

Foto: Divulgação

Sucesso desde sua estreia no Brasil, “Chaves” nunca deixou o programação do SBT, mesmo sem ter um episódio novo gravado desde 1980. Fenômeno no país, “Chaves” se tornou um clássico da cultura pop, angariando fãs a cada geração.

A história do menino órfão que vive num barril em uma vila conquistou e ainda conquista a todos. Com personagens tão inocentes quanto divertidos, a criação de Roberto Bolaños se estendeu ainda para o super-herói nada heroico “Chapolin Colorado”.

“Masterchef”

Os três chefes e a apresentadora Ana Paula Padrão estão a frente da competição culinária que faz sucesso nas redes

Os três chefes e a apresentadora Ana Paula Padrão estão a frente da competição culinária que faz sucesso nas redes

Foto: Divulgação/Band

Reality shows são presença constante na programação da TV aberta. Big Brother, Aprendiz, Troca de Família são alguns exemplos que que circularam e circulam ao longo dos anos. Porém, um que tem chamado muita atenção desde sua estreia é o “Masterchef”, da Band.

Apresentado por Ana Paula Padrão, o programa tem os como protagonistas os jurados Paola Carosella, Érick Jacquin e Henrique Fogaça, com personalidades fortes e sem papas nas línguas. O formato culinário é menos tradicional e acaba suprindo a grande leva de estrangeiros que enchem a TV paga. Com edições infantis e profissionais, o programa não sai da grade de programação da emissora, e já é um dos favoritos de público e da internet.

“Programa do Porchat”

Fábio Porchat tem talk-show na Record que acerta no texto e nas piadas

Fábio Porchat tem talk-show na Record que acerta no texto e nas piadas

Foto: Reprodução/Facebook

Outro modelo americano que tem se popularizado é o de talk-shows. Se Jô Soares reinava absoluto nessa área, hoje ele tem uma série de sucessores, como o “The Noite” do Danilo Gentili e o Adnight, de Marcelo Adnet. Chegando mais recentemente no formato está Fábio Porchat, que estreou na Record em 2016.

Com afinidade para a comédia, respostas rápida e afiada e bom roteiro, Porchat caiu nas graças dos espectadores. As esquetes também são bem pensadas e conseguem suprir a falta de grandes estrelas globais, que dificilmente conseguem comparecer a emissora concorrente.

“Cocoricó”

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Infantil da TV Cultura sabe se renovar e se mantém atual, 20 anos após estreia

Foto: Divulgação/TV Cultura

A TV aberta tem um público muito vasto, alcançando da primeira a terceira idade. Sendo assim, não é possível deixar de fora um infantil e, entre tantos desenhos animados exibidos pelas emissoras, a produção nacional “Cocoricó” se destaca.

Apesar de manter o aspecto dos fantoches nos personagens desde o começo, o infantil soube se renovar desde sua estreia em 1996. Com a temática do campo, a história é protagonizada por Júlio e seus amigos, entre eles um cavalo, uma vaca e duas galinhas. Uma das principais sacadas do programa nos últimos anos, foi aliar o programa ao mundo digital. “Cocoricó” conta com um aplicativo que promove a interação das crianças para além do que se passa na TV. Outro destaque da atração é a trilha sonora, que se utiliza de ritmos brasileiros para educar e instruir as crianças.

“Máquina da Fama”

Apresentado por Patricia Abravanel,

Apresentado por Patricia Abravanel, “Máquina da Fama” teve formato sopiado pela Globo

Foto: Amanda Bozza/iG

Apresentado por Patrícia Abravanel, o “Máquina da Fama” tem uma premissa simples: convidar os famosos para interpretar outros famosos. Porém, o divertido fica por conta da grande caracterização, ensaios, danças e cenário.

Os participantes são julgados e recebem notas, levando um prêmio em dinheiro de acordo com a sua colocação. O formato deu tão certo que, recentemente, a Globo adaptou-o para o quadro “Show dos Famosos” no “Domingão do Faustão”.

“Bom Dia Brasil”

Ana Paula Araújo e Chico Pinheiro à frente do 'Bom Dia Brasil'

Ana Paula Araújo e Chico Pinheiro à frente do ‘Bom Dia Brasil’

Foto: Divulgação

Acordar cedo de manhã e enfrentar o transporte público para chegar ao trabalho não é tarefa fácil. Fazer isso enquanto encaramos as difíceis notícias do dia a dia, é mais complicado ainda, mas tem que ser feito. Por isso, é bom contar com um noticiário mais leve, e essa é a proposta do “Bom Dia Brasil”, no ar na TV aberta desde 1983. Hoje comandado por Chico Pinheiro e Ana Paula Araújo, o matinal dá mais espaço para comentaristas e análises dos últimos acontecimentos.

Morre Jonathan Demme, diretor de ‘O Silêncio dos Inocentes’, aos 73 anos

Cineasta vencedor do Oscar de melhor diretor morreu nesta quarta-feira (26), em Nova York, vítima de um câncer no esôfago

O cineasta Jonathan Demme, vencedor do Oscar de melhor diretor por “O Silêncio dos Inocentes”, morreu na manhã desta quarta-feira (26), aos 73 anos. A informação foi confirmada pelo site americano IndieWire.

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Jonathan Demme, diretor de “O Silêncio dos Inocentes”, morreu nesta quarta-feira (26), aos 73 anos

Foto: Divulgação

De acordo com uma fonte do site, ele foi vítima de um câncer no esôfago e complicações de uma doença cardíaca. Jonathan Demme foi tratado em 2010, mas a doença no coração voltou em 2015 e sua condição piorou nas últimas semanas.

O americano nasceu no estado de Nova York em 1944 e se formou em Miami, na Flórida. Ele começou a trabalhar com cinema nos anos 1970, quando escreveu e produziu o filme “Angels Hard as They Come”, em 1971. O primeiro longa que ele dirigiu foi “Caged Heat”, em 1974.

Na ativa desde os anos 1970, Demme alcançou o sucesso só na década de 1980, quando dirigiu filmes como “Armas e Amores”, em 1984, e “Totalmente Selvagem”, em 1986. O segundo recebeu três indicações ao Globo de Ouro.

Consagração

Na década de 1990, o cineasta trabalhou nos longas que marcaram sua carreira para sempre. Em 1991, ele dirigiu “O Silêncio dos Inocentes”, filme estrelado por Anthony Hopkins e Jodie Foster. O longa ganhou cinco Oscars em 1992, incluindo de melhor filme e melhor diretor, além de um Globo de Ouro. O trabalho ainda rendeu um Urso de Ouro ao cineasta no Festival de Berlim.

Em 1993, Demme trabalhou em “Filadélfia”, com Tom Hanks e Denzel Washington. O filme ganhou dois Oscars e dois Globos de Ouro, além de um Urso de Prata no Festival de Berlim.

O último filme dirigido por Jonathan Demme foi “Ricki and the Flash – De Volta Para Casa”, lançado em 2015. Ele ainda assinou o documentário “Justin Timberlake + The Tennessee Kids”, lançado em 2016 na Netflix, que acompanhou o último show da turnê mais recente do cantor. Fontes próximas ao cineasta afirmaram que ele estava trabalhando em um novo projeto.

Documentário sobre Maria Martins a destaca entre os maiores artistas brasileiros

A escultora Maria Martins tem sua trajetória contada em “Maria: Não Se Esqueça Que eu Venho dos Trópicos”, destaque do festival É Tudo Verdade

“A leitura feminista do século XX trouxe para o primeiro plano artistas que eram consideradas marginais por que não faziam parte da história patriarcal”. A frase é de Carolyn Christov-Bakargiev, historiadora, escritora e curadora americana, dita em cena do documentário “Maria: Não Se Esqueça Que eu Venho dos Trópicos”. Ela utiliza essa frase para explicar o contexto no qual Maria Martins estava inserida.

Um dos maiores expoentes da escultura da primeira metade do século, Maria foi de tudo um pouco, mas seu reconhecimento, principalmente no Brasil, demorou a chegar. Morta em 1973, Martins ganha seu primeiro documentário, dirigido por de Francisco C. Martins e em exibição no Festival “É Tudo Verdade”.

Maria Martins entre suas obras. Carreira da artista é retratada em documentário exibido no Festival

Maria Martins entre suas obras. Carreira da artista é retratada em documentário exibido no Festival “É Tudo Verdade”

Foto: Divulgação

Uma pesquisa rápida na internet comprova que o mundo cibernético pouco sabe sobre Maria. E que pena. O documentário vem em boa hora, quando mulheres buscam, mais do que nunca, exemplos femininos em que se inspirar. E Maria Martins é inspiradora.

O filme mostra sua infância em berço de ouro, mas logo se dedica ao primeiro grande “escândalo” de sua vida: o desquite do então marido Otávio Tarquínio de Sousa e subsequente casamento com o embaixador Carlos Martins. A vida de embaixatriz levou Maria para muitos lugares no mundo, mas também a aprisionou em um mundo que não a pertencia. Foi assim, tentando escapar da missão de “boa embaixatriz”, que, vivendo na Bélgica, Maria começou a ter aulas de escultura. Seu trabalho começou a dar frutos, mas foi quando se mudou com o marido para os Estados Unidos que sua carreira mudou de vez.

A vida de Maria é fascinante, e o documentário faz questão de mostrar isso. Contato com Carmen Miranda, pedidos de JK para Brasília, visita a Frida Kahlo, amizade com Picasso e relação com políticos americanos, tudo isso é mostrado no longa. Mas o que impressiona mesmo, além do talento de Maria, é claro, é a liberdade com que ela circulava pelo meio artístico, em um período em que ser uma mulher independente era algo raro.

Maria explorava e expunha a sexualidade em suas obras, e não demorou muito atraiu muitos artistas para o seu meio. O mais marcante deles foi o francês Marcel Duchamp, com quem manteve uma colaboração que ultrapassou as barreiras artísticas. O longa destaca, sem sensacionalismo, a provável relação entre os dois e o impacto que Maria teve na obra de Duchamp.

Reconhecimento

O documentário usa de artimanhas artísticas para dar o tom, como a trilha orquestrada para acompanhar a exibição de suas obras, além de encenar algumas de suas cartas e conversas com Duchamp, Clarice Lispector e artigos escritos para o jornal “Correio da Manhã”. Além disso, a atriz Malu Mader, que inicialmente dirigiria a obra, aparece em entrevista e revisitando suas obras em museus do mundo todo. Mas, esse recursos acabem sendo o ponto mais fraco do longa que, munido de um extenso acervo, entre fotos, imagens das obras, cartas e depoimentos da família, já consegue satisfazer a curiosidade por quem é Maria Martins.

Uma das obras mais famosas de Maria Martins%2C

Uma das obras mais famosas de Maria Martins%2C “O Impossível”

Foto: Divulgação

Ainda assim, esses momentos não estragam o documentário que, embora convencional na maneira linear e explicativa que retrata Maria Martins, também a engrandece e a destaca pelo que é: uma das maiores artistas brasileiras, e uma das maiores artistas surrealistas do mundo.

Diana usará filha para atrapalhar casamento de Gui e Júlia em ‘Rock Story’

A vilã realmente não cansa de tentar separar os pombinhos e dessa vez usará Chiara para isso, mas na sequência da novela Gui e Júlia se casam

Diana, personagem de Alinne Moraes em “Rock Story”, não mede esforços para atrapalhar o romance entre o pai de sua filha, Gui (Vladimir Brichta) e Júlia (Nathália Dill). Depois de aprontar poucas e boas, agora a vilã usará sua filha com o rockeiro para um mais um plano.

Diana não mede esforços para atrapalhar Gui e Júlia em

Diana não mede esforços para atrapalhar Gui e Júlia em “Rock Story”

Foto: Reprodução/Globo

Na sequência de “Rock Story”, com início na próxima segunda-feira (1), Gui e Júlia planejam seu casamento e Diana ficará extremamente arrasada quando Chiara (Lara Cariello) mostrar o vestido que o pai comprou para o casório. Para piorar ainda mais a situação da diretora musical, o pai da menina avisará que ela não morará mais com a mãe e levará a criança embora.

Diana usará Chiara em novo plano

Diana usará Chiara em novo plano

Foto: Reprodução/Globo

Tudo anda muito bem, até que a vilã vai a casa de Gui e leva a filha embora, não dando muita opção à Júlia, que estava com a menina. Chegando em casa, Diana diz à filha que o casamento foi adiado e o rockeiro fica extremamente nervoso ao saber que Chiara não está em casa.

Bom, já está claro para todo mundo que Diana está usando a filha para mais um de seus planos que visam separar e atrapalhar Gui e Julia, mas Gordo (Herson Capri), pai da megera, encontrará a neta e diz para a filha a levará para o casamento, frustrando mais uma armação dela. O fim da história? Os pombinhos finalmente se casam.

Gui e Júlia finalmente se casam

Gui e Júlia finalmente se casam

Foto: Reprodução/Globo

E agora? Diara armará mais um plano?

A Novela

Em “Rock Story”, Gui Santiago (Vladimir Brichta) é um roqueiro que viveu a glória nos anos 90 mas, com a imagem desgastada no mundo musical por conta das confusões e escândalos em que se meteu, tenta retomar seu lugar de destaque, incentivado por Gordo (Herson Capri), dono da gravadora Som Discos.

No entanto, isso não vai ser fácil, já que é largado por Diana (Alinne Moraes) e perde o espaço, a música (e a mulher) para Leo Regis (Rafael Vitti), astro do momento. Ao invés de ajudar, seu empresário, Lázaro (João Vicente de Castro), vaza seus escândalos para a imprensa e morre de inveja dele.

Gui precisa lidar também com Zac (Nicolas Prattes), seu filho adolescente que não vê há 15 anos. O rapaz começa a história sendo preso e ao longo da trama os dois precisam desenvolver uma relação de confiança. As gêmeas Júlia – bailarina que cruza a vida de Gui ao fugir da polícia por transportar drogas para os Estados Unidos sem saber, colocadas pelo namorado, Alex (Caio Paduan) – e Lorena (Nathália Dill), que vive no exterior.

Escrita por Maria Helena Nascimento, com direção geral de Dennis Carvalho e Maria de Médicis, “Rock Story” vai ao ar de segunda a sábado às 19h30 na Globo.

Neil Gaiman vai além do universo dos super-heróis em ‘Mitologia Nórdica’

Neil Gaiman procurou ser fiel as lendas originais em “Mitologia Nórdica”, mas derrapa por errar em questões técnicas da narrativa que comprometem livro

Se seu conhecimento sobre as lendas e deuses nórdicos veio das histórias dos heróis da Marvel saiba que você não é o único – o próprio Neil Gaiman na introdução de “Mitologia Nórdica” confessa que seu interesse por esse universo começou com os quadrinhos escritos por Jack Kirby. Assim, com uma ampla pesquisa sobre as raízes dessas lendas, Gaiman consegue, em pouco menos de 300 páginas, atualizar essas narrativas centenárias para um ritmo atual e de fácil compreensão.

''Mitologia Nórdica''%2C de Neil Gaiman%2C reconta as lendas de deuses e heróis nórdicos de forma atual em contos curtos

”Mitologia Nórdica”, de Neil Gaiman, reconta as lendas de deuses e heróis nórdicos de forma atual em contos curtos

Foto: Divulgação

Mitologia Nórdica” reúne vários contos que vão do começo ao fim – Neil Gaiman cobre desde a criação do universo até o final de tudo, o Ragnarök, equivalente ao apocalipse onde, em uma batalha épica entre os deuses, a história chega ao seu fim. Focado em Thor e Loki, principalmente, “Mitologia Nórdica” abre as portas de um mundo cheio de lutas, aventuras e, sobretudo, as trapaças armadas por Loki. Feito para iniciantes no tema, Gaiman acertou ao contar, do seu modo, até mesmo as coisas mais simples: qual origem do martelo de Thor, o Mjölnir? Quem são os gigantes inimigos dos deuses de Aesir? Por que os outros deuses se voltam contra Loki? Mesmo que os contos do livro estabeleçam uma relação de continuidade, são autossuficientes e completos em si mesmos.

Em “Mitologia Nórdica” o autor assumiu uma postura quase didática: sendo ele mesmo um entusiasta dessas lendas, Neil Gaiman se propõe a “cavar” o máximo que pôde para se aproximar, na medida do possível, das histórias originais e a partir delas criar versões mais atuais. Manter-se fiel às lendas nórdicas e à sua pesquisa foi, sem dúvida, um dos maiores acertos do autor ao tratar de um assunto tão complexo. O glossário no final do livro com nomes e termos recorrentes nas jornadas dos personagens é de grande ajuda, principalmente para leitores brasileiros que não tem nenhuma familiaridade com o tema.

Estilo pedestre

Neil Gaiman atualiza lendas em

Apesar de ser um bom livro, “Mitologia Nórdica” está longe de ser uma obra prima do autor. Gaiman é um ótimo contador de histórias, isso é indiscutível, porém peca em questões mais maduras na hora de se trabalhar com um livro: se você espera encontrar grandes proezas narrativas vai se decepcionar com a simplicidade da obra que chega a ser quase pobre – para quem gosta de se desafiar com um livro, então, o estilo narrativo pedestre é um grande problema. “Mitologia Nórdica” é um trabalho de entretenimento, uma leitura muito rápida e agradável, mas não consegue ir além desse aspecto e não consegue ultrapassar os limites para ser um trabalho mais primoroso como literatura.

Os diálogos entre os personagens são excessivos e quase redundantes, fazendo com que, em determinada altura, fique cansativo continuar lendo. Na tentativa de fazer algo de fácil compreensão, faltou sensibilidade estilística e técnicas expositivas mais maduras para expor as histórias. Muitas das conversas entre os deuses, gigante e criaturas são dispensáveis ou se resolveriam em poucas linhas caso Gaiman optasse, por exemplo, em estruturar os fatos de forma mais densa e com maior riqueza de informações. No capitulo “O Hidromel da Poesia”, quando Odin conversa com um gigante, fica claro que o uso indiscriminado do discurso livre é prejudicial para o curso da história. O autor precisa abandonar as fórmulas dos quadrinhos, nesse sentido, para poder agregar mais em seus contos.

Apesar desses descompassos que, para um leitor mais experiente, afetam consideravelmente a qualidade final do livro, “Mitologia Nórdica” é uma boa introdução para um tema tão vasto quanto as lendas que traduzem a origem cultural de um povo, mas não pode ser considerado como um grande trabalho literário. Neil Gaiman acertou nas histórias e consegue instigar a curiosidade do leitor para avançar nesse território além do clássico Thor da Marvel.

‘A Força do Querer’: Cibele encontra Ritinha e termina com Ruy

Os próximos capítulos da novela da nove promete esquentar cada dia mais e a família de Ruy descobrirá que Ritinha está grávida através de Bibi

“A Força do Querer” está se aprofundando cada vez mais em seus temas. Como já era de conhecimento de todos antes mesmo da novela estrear, Ritinha, personagem de Isis Valverde largaria Zeca (Marco Pigossi) para ficar com Ruy (Fiuk) e é o que vem acontecendo na trama.

Ritinha e Ruy fogem depois do casamento da moça com Zeca

Ritinha e Ruy fogem depois do casamento da moça com Zeca

Foto: Reprodução/Globo

Os últimos capítulos de “A Força do Querer” mostraram o término de Zeca e Ritinha, a reconciliação, o casamento e, por fim, a moça fugindo com Ruy depois de dizer “sim” ao padre.

O problema é que o personagem de Fiuk também tem seu compromisso e está de casamento marcado com Cibele (Bruna Linzmeyer). Pronto, a confusão está formada: o rapaz levou Ritinha para o Rio de Janeiro, mas a escondeu em sua casa de praia com a ajuda de Amaro (Pedro Nercessian). E agora, o que esperar?

A confusão está formada para Ritinha%2C que largou Zeca e agora está escondida no Rio de Janeiro

A confusão está formada para Ritinha, que largou Zeca e agora está escondida no Rio de Janeiro

Foto: Reprodução/Globo

Na sequência da novela, com início na segunda-feira (24), Cibele decide ir para a casa onde a moça está escondida e a encontra no local. Por sua vez, Ritinha conta sobre seu envolvimento com Ruy, a filha de Dantas vai embora e exige que a jovem vá com ela.

A personagem de Bruna Linzmeyer leva Ritinha à casa da família de Ruy e termina seu noivado, fazendo com que Joyce (Maria Fernanda Cândido) leve a sereia para a casa de Heleinha (Totia Meireles). Qual será o futuro da moça?

Gravidez

Como se não bastasse toda essa confusão, ainda tem a gravidez de Ritinha, que já é de conhecimento de Ruy e o rapaz procura Cibele para contar, mas não tem coragem.

“A Força do Querer” de sábado (29) termina com Ritinha contando à Bibi (Juliana Paes) que está grávida e a mulher de Rubinho (Emílio Dantas) contando a “novidade” para a família de Ruy.

Tropa de elite da PF, COT vai ganhar filme de ficção

PF também será foco de outro filme, sobre a Lava Jato

Em evidência por conta do combate à corrupção, Polícia Federal será abordada nas telonas

Em evidência por conta do combate à corrupção, Polícia Federal será abordada nas telonas

Foto: Hélvio Romero/Estadão Conteúdo – 9.5.16

O COT – Comando de Operações Táticas, a ‘SWAT brasileira’ e discreta tropa de elite da Polícia Federal, vai ganhar filme de ficção.

A produtora Kickante já faz filmagens e convida interessados para figurinistas. A tropa combate o crime organizado e nunca teve uma baixa em 23 anos.

A PF já está no foco de outro filme sobre a história e bastidores da Operação Lava Jato, em avançada produção.

DVD e Blu-Ray de ‘Moana’ chegam às lojas com muito conteúdo especial

Sucesso absoluto nos cinemas de todo o mundo, “Moana” chega agora em DVD e Blu-Ray no Brasil recheado de conteúdo exclusivo que não foi exibido nas telonas.

Além da primorosa animação que conta a história da jovem aventureira Moana, o DVD terá cenas inéditas dos bastidores da produção do filme e bate-papos com os diretores Ron Clementes e John Musker, os mesmos responsáveis por clássicos como “A Pequena Sereia”, “Aladdin” e “Hércules”, sobre suas escolhas na hora de tirar a ideia dessa princesa do papel.

DVD de ''Moana'' traz cenas inéditas dos basditores do filme%3B veja conversa com o elenco com exclusividade

DVD de ”Moana” traz cenas inéditas dos bastidores do filme.

Foto: Divulgação

Making Of

O DVD e o Blu-Ray de “Moana” terá diversos conteúdos inéditos que, para aqueles que se apaixonaram pelas façanhas da mais nova princesa da Disney, são um prato cheio: os diretores Ron Clements e John Musker – que desde o começo mergulharam na cultura nas ilhas do pacífico para fazer uma história que fosse fiel à seu povo – conversam sobre como foi trabalhar com a estreante Auli’i Cravalho e com o veterano Dwayne “The Rock” Johnson, mini-documentários sobre a produção de filme, curtas com histórias pequenas relacionadas aos personagens e, para finalizar, o DVD ainda terá a animação “Trabalho Interno”, assinada pelo animador brasileiro Leo Matsuda.

Moana” conta a história de uma menina que deveria suceder seu pai na tribo em que vivem, mas foi a escolhida pelos deuses para embarcar em uma jornada que transformaria sua vida dali por diante. No caminho ela encontra o deus Maui, que será seu companheiro nessa aventura pelos ocenas do pacífico. A animação conquistou duas indicações no Oscar e, mundialmente, faturou mais de 637 milhões de dólares.

Kendrick Lamar se consagra como um dos maiores da história com novo álbum

“DAMN.” mostra versatilidade do rapper, desfere duros golpes, dá sequência a trabalhos acima da média do cantor e eleva sua carreira a um novo nível

É muito difícil encontrar um artista que se manteve em um nível tão alto quanto Kendrick Lamar nos últimos trabalhos. Desde o excelente “Good Kid, M.A.A.D City”, de 2012, o rapper tem lançado trabalhos que elevam o padrão de qualidade de sua música um após o outro, e não foi diferente com “DAMN.”, seu mais recente álbum. Diferente da pegada de “To Pimp A Butterfly”, o disco mostra uma incrível evolução e já é um clássico instantâneo.

Kendrick Lamar lançou o álbum

Kendrick Lamar lançou o álbum “DAMN.” na última sexta-feira (14)

Foto: Divulgação

Em 2014, Kendrick Lamar deu indícios que estava no topo de sua carreira com “To Pimp A Butterfly”, disco que teve suas sobras divulgadas em um novo álbum no ano passado, mas “DAMN.” prova que ele ainda tem muito espaço para evoluir.

O álbum tem uma sonoridade mais parecida com “Good Kid, M.A.A.D City”, que quebra o que o rapper apresentou em “TPAB” e “untitled unmastered.”. O que não muda é a veia crítica que ele carrega em todos os seus trabalhos.

Logo de cara, Kendrick desfere poderosos golpes com BLOOD. e DNA., uma das melhores músicas do ano. Usando falas de jornalistas contra o rap e suas músicas como sample, ele apresenta faixas pesadas, com batidas densas e versos enaltecendo sua herança, sua linhagem e a cor de sua pele.

Escolhido como o segundo single de “DAMN.”, DNA. segue a linha pesada de HUMBLE., o primeiro single do álbum, mas as faixas não são exatamente um retrato fiel do que é o disco. As músicas seguintes têm uma pegada mais pop e menos agressiva.

O disco ainda flerta com uma temática oriental, que também deu o tom do show de K.Dot no Coachella, nos Estados Unidos, nesse domingo (16), e traz nomes de peso nas parcerias, como Rihanna e U2.

Escrevendo o nome na história

A faixa com a banda irlandesa é a mais supreendente de “DAMN.”. Para quem não sabia o que esperar de um trabalho de um rapper do calibre de Kendrick Lamar com o U2, o resultado é bem satisfatório: XXX. é uma das músicas mais agressivas do álbum e o verso cantado por Bono Vox combina bastante com o flow do rapper.

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Kendrick Lamar em show no Coachella, nos Estados Unidos, nesse domingo (16)

Foto: Reprodução/Instagram

Mesmo não sendo uma sequência lógica de “To Pimp A Butterfly”, “DAMN.” é o álbum que consagra Kendrick como um dos maiores rappers de todos os tempos. Em uma época em que o rap está cada vez mais em alta e é o estilo musical mais popular do mundo, ele tem um estilo único e eleva o patamar a cada trabalho que solta. A impressão é de que o músico californiano vai estar sempre um passo a frente de todo mundo, não importa o que aconteça.

Tão importante quanto isso é o fato de que Kendrick Lamar sabe usar a plataforma que tem. De origem bem pobre no subúrbio de Los Angeles e bastante religioso, o rapper usa a música para denunciar o racismo e opressão que ele, os negros e os pobres sofrem. Ele consegue, de forma magistral, misturar versos raivosos a mensagens de otimismo.

Com a trinca “Good Kid, M.A.A.D City”, “To Pimp A Butterfly” e “DAMN.”, Kendrick Lamar escreveu seu nome para sempre na história do rap e, hoje, é indiscutivelmente o maior rapper do mundo. Se quiserem correr atrás desse posto, Drake, Kanye West e outros candidatos vão ter que suar para pegar o cara que está sempre ditando as regras do jogo.

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